Crítica: Amar (2017)

O romance espanhol de Esteban Crespo, ”Amar” (2017), conta a história de dois jovens inconsequentes, Paula e Carlos, que se envolvem intensamente com uma incomodante falta de liberdade e poucas experiências amorosas.

Pelo lado dela, dúvidas, paixão e tristeza. Já por parte dele, curiosidade, apego e preocupações. Carlos, na maioria das cenas, representa o típico namoro abusivo travestido de demasiado amor.

”Eu queria que você fosse feliz, estou enlouquecendo”. O problema é que, assim como Carlos, sempre confundimos a ideia de amor com apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego que nos causa dor.

As máscaras que Laura e Carlos usam no filme são uma metáfora brilhante do que acontece quando não deixamos nosso parceiro respirar fora do relacionamento. Ou seja, uma falsa ilusão de que um vai preencher todas as necessidades afetivas do outro.

Amar 2016

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